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FAQs

  • Quando falamos em água de consumo humano a que nos referimos?
      • A água utilizada para beber, cozinhar, preparar alimentos, higiene pessoal e outros usos domésticos;
      • A água utilizada na industria alimentar (preparação de alimentos e limpeza de superfícies);
      • A água utilizada numa atividade comercial ou publica (exemplo: escolas, centros comerciais, hotéis, restaurantes, etc.) independentemente do volume de água consumido.
  • Quais são os organismos responsáveis pelo controlo da água de consumo humano em Portugal?
    • O controlo regulamentar da água potável e a gestão dos sistemas públicos de abastecimento e distribuição é realizado pelas entidades Gestoras/Municípios. No caso de Valongo, pelas Águas de Valongo sob a vigilância sanitária da autoridade de saúde e da autoridade competente – ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos.

  • Como é controlada a Qualidade da Água distribuída?
    • Para que a água da rede pública chegue a todas as habitações nas melhores condições para consumo humano a Águas de Valongo controla rigorosamente a sua qualidade, em obediência ao disposto no Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto, que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro de 2008.

       

      De forma a obter uma imagem representativa da qualidade da água distribuída, a nossa equipa, devidamente identificada, procede a colheitas no domicilio do consumidor, em cumprimento do Plano de Controlo da Qualidade da Água – PCQA aprovado pela autoridade competente – ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos.

       

      A estas análises juntam-se o controlo efectuado:

       

      • Na captação;

       

      • Na ETA de Lever – Estação de Tratamento de Água de Lever;

       

      • Em todo o sistema de distribuição até a entrada no Concelho;

       

      • Em todo o sistema de distribuição do concelho – Controlo operacional.

       

       

      O controlo de qualidade da água distribuída aos consumidores é efetuado ao longo de todo o sistema de distribuição, desde os pontos de entrega em alta, reservatórios, condutas, até aos locais de consumo, nomeadamente torneira dos consumidores.

       

      Para além do PCQA - Plano do Programa de Controlo da Qualidade da Água regulamentar, é implementado adicionalmente e em paralelo um PCO - Plano de Controlo Operacional para recolha de amostras e respetivas análises em todos os reservatórios do Concelho e alguns pontos estratégicos com o objetivo de detetar possíveis anomalias e de possibilitar tomar medidas preventivas em tempo útil.

       

      O controlo da qualidade garante a verificação de potabilidade da água tanto no que respeita às suas caraterísticas bacteriológicas como físico-químicas.

       

      Na generalidade a água é considerada apta para consumo humano quando nenhum dos parâmetros analisados por um laboratório qualificado ultrapassa uma concentração máxima (valores paramétricos) na água.

  • Que meios são utilizados?
    • O controlo da qualidade da água é realizado através de processos técnicos muito rigorosos, nomeadamente a realização de análises em laboratório acreditado externo de reconhecida competência a nível nacional, com procedimentos de gestão da qualidade implementados.
      Todas as amostras são colhidas por técnicos certificados e enviadas para laboratório considerado apto pelo ERSAR.

       

           
      Colheita
      Registo
      Refrigeração
  • Onde consultar os resultados da qualidade da água?
    • Os resultados das análises são divulgados trimestralmente através de resumos afixados nas juntas de freguesia de Alfena, Campo, Ermesinde, Sobrado e Valongo, Câmara Municipal de Valongo, Delegação de Saúde e Águas de Valongo. São também disponibilizados para consulta aqui.

  • Quais os parâmetros determinados?
    • As análises são realizadas em laboratório acreditado, qualificado para efectuar as determinações previstas na legislação através, nomeadamente um conjunto de parâmetros agrupados da seguinte forma em função da sua frequência de determinação:

       

      - Controlo de Rotina 1

       

      - Controlo de Rotina 2

       

      - Controlo de Inspeção

       

      Os grupos referidos são constituídos por:

       

      • Parâmetros microbiológicos - Indicadores de contaminação microbiológica da água. O incumprimento dos limites estabelecidos pode ocasionar riscos para a saúde.

       

      • Parâmetros físico-químicos – A contaminação físico-química geralmente chega aos meios aquáticos através das atividades industriais, agrícolas, aguas residuais urbanas não tratadas, etc.

       

      Estes parâmetros identificam:

       

      Características organolécpticas – Turvação, sabor, etc.

       

      Composição físico-química – Temperatura, pH, etc.

       

      Substâncias indesejáveis – Ferro, Nitratos, etc.

       

      Substâncias tóxicas – Chumbo, Crómio, Mercúrio, etc.

       

      • Radioatividade – Geralmente este tipo de contaminação deve-se à radioatividade natural e é restrita a determinados tipos de formações geológicas.

       

      Assim, a água distribuída não deverá conter bactérias ou vírus capazes de provocar doenças. O seu conteúdo em substâncias ditas indesejáveis (nitritos, azoto amoniacal, etc.) ou tóxicas (chumbo, crómio, etc.) não deverá nunca ultrapassar os valores paramétricos definidos na legislação em vigor (D.L. 306/07 de 27 de Agosto).

       

      A água deve igualmente ser, transparente, inodora, agradável a beber e equilibrada em sais minerais.

  • A que regras está sujeita a água que consome?
    • A água potável é o produto mais controlado. Para estar isenta de contaminação na torneira do consumidor, deve respeitar normas particularmente rigorosas e responder aos parâmetros fixados pela autoridade competente e União Europeia.

       

      Do ponto de vista legal é a UE que define o quadro de referência pelo qual Portugal se deve reger.

       

      As normas aplicadas são transpostas pela autoridade competente sob o princípio de proteger os mais frágeis (idosos, crianças, etc.).

       

      Estas normas respondem a dois critérios essenciais, a saúde pública por um lado e o conforto do consumidor por outro.

       

      A legislação que regula e que a Águas de Valongo cumpre em termos de qualidade de água é o Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto, que entrou em vigor no dia 1 de Janeiro de 2008.

  • É adicionado flúor à água da rede pública?
    • O flúor é um mineral naturalmente presente na água e em determinados alimentos, como o peixe ou o chá. Há cerca de 100 anos, quando se descobriu a ligação entre os níveis de fluor na água e uma baixa prevalência de problemas dentários na população, este mineral começou a ser adicionado nas pastas dentífricas para fortalecer os dentes tornando o esmalte mais resistente no ambiente ácido da boca. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o flúor é a medida mais eficaz para se conseguir reduzir a incidência da cárie dentária.

       

      A dose diária de ingestão de flúor é muito variável de pessoa para pessoa. Depende do dentífrico que utiliza, dos hábitos alimentares, da quantidade de fluor da água que consome, etc. Está demostrado também que um excesso de flúor tem efeitos negativos e provoca, por exemplo, manchas escuras nos dentes (fluorose).

       

      Ao juntar-se flúor à água de distribuição haveria o risco de sobredosagem, tanto mais que este tipo de flúor se apresenta sob uma forma mais assimilável para o nosso organismo que o presente nos alimentos.

       

      Apesar do teor em flúor da água de distribuição ser, geralmente, muito baixo no nosso país, não é habitual, pelos motivos acima citados, as entidades distribuidoras fazerem a sua adição à água que distribuem.

       

      O controlo da dieta é fundamental na prevenção da cárie dentária. A ingestão frequente de açúcares simples proporciona um substrato constante para a fermentação bacteriana, com produção de ácidos orgânicos; esta acidificação persistente favorece a dissolução/desmineralização do esmalte, com aumento do risco de cáries. Para além da redução da ingestão de açúcar, deve-se também considerar as seguintes medidas:

       

      • Evitar alimentos ácidos

       

      • Evitar bebidas açucaradas gaseificadas

       

      • Aumentar o consumo de saladas, frutos crus e frutos secos (a mastigação aumenta o fluxo salivar)

       

      • Evitar comer alimentos frios e quentes alternadamente pois pode provocar lesões no esmalte.